Rui Falcão: operação contra Lula é política, midiática e policialesca

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O presidente do PT, Rui Falcão, classificou a ação da Polícia Federal (PF) deflagrada hoje (4) contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva como uma “operação política, midiática e policialesca”. Ele conclamou a militância petista a fazer “mobilização e vigilância” em apoio ao ex-presidente e sua família, em vídeo divulgado na página do PT no Facebook. Além de mandados de busca em endereços do ex-presidente e de sua família, a Operação Aletheia cumpriu mandado de condução coercitiva para Lula, que presta depoimento, desde as 8h, no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo.

“Estamos fazendo conclamação à militância, neste momento grave em que se monta uma operação política, um espetáculo midiático em torno do presidente Lula e da sua família, para que todos os diretórios em seus estados entrem em vigília aguardando o desdobramento do depoimento do ex-presidente, que está sendo feito neste momento e, em seguida, haverá uma orientação nacional para cada um dos nossos militantes. O momento é de reflexão, de mobilização e de vigília e essa é a orientação que passamos para todos os diretórios estaduais do PT”, disse Falcão.

Segundo o presidente do PT, a Central Única dos Trabalhadores está dando a mesmo orientação para seus militantes.

“Estamos reunindo os nossos deputados e senadores aqui em São Paulo, em solidariedade ao presidente Lula, e aguardando o desdobramento dessa operação midiática, policialesca sem nenhuma necessidade. Todas as vezes que o presidente Lula foi convocado a depor, ele o fez. Então é um espetáculo político que mostra o verdadeiro caráter dessa operação: não se trata de combater a corrupção, mas simplesmente de atingir o PT, o presidente Lula e o governo da presidenta Dilma”, concluiu Falcão.

Vicentinho

O deputado federal Paulo Vicente da Silva (SP), o Vicentinho, atribuiu hoje (4) a uma manobra política a deflagração da 24ª fase da Operação Lava Jato. “Eles mentem quando disseram que fizeram aquilo para proteger o Lula [levá-lo para depor em Congonhas], quando disseram que não tem ingrediente político. Está claro desde o vazamento seletivo [da suposta delação de Delcídio do Amaral, publicada ontem na imprensa]até a coersão do presidente [Lula]”, disse ele no Diretório Regional do Partido de São Paulo. No local, estão reunidos vários dirigentes do partido, entre eles, o presidente nacional da legenda, Rui Falcão, além de militantes da legenda.

As ações da 24ª fase da Operação Lava Jato estão sendo cumpridas hoje nos estados de São Paulo, do Rio de Janeiro e da Bahia. O nome Aletheia vem do grego e significa a busca pela verdade. A operação inclui buscas em Guarujá, Diadema, Santo André, Manduri e Atibaia. A casa do ex-presidente Lula em São Bernardo do Campo, em São Paulo, e o Instituto Lula também são alvos da operação.

*Texto ampliado às 12h09.

Edição: Graça Adjuto
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Edinho: condução coercitiva de Lula é exagero

Ana Cristina Campos – Repórter da Agência Brasil

O ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência, Edinho Silva, classificou como “exagero” a condução coercitiva do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para depoimento na Polícia Federal, em São Paulo.

“Não haveria a necessidade da coerção. O ex-presidente sempre se colocou à disposição para prestar esclarecimentos e colaborar com a Justiça, prestando diversos depoimentos”, afirmou o ministro, em sua conta no Twitter.

Mais cedo, com a deflagração da 24ª fase da Operação Lava Jato, a PF conduziu o ex-presidente, que estava em casa, em São Bernardo do Campo, a uma unidade da polícia no Aeroporto de Congonhas para tomar seu depoimento.

A PF informou que a Operação Aletheia, nome dado a essa etapa da Lava Jato, envolveu cerca de 200 policiais federais e 30 auditores da Receita Federal, que cumpriram 44 ordens judiciais, sendo 33 mandados de busca e apreensão e 11 mandados de condução coercitiva, quando a pessoa é levada para a delegacia a fim de prestar depoimento e depois é liberada. As medidas foram cumpridas em São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia. A operação inclui buscas em Guarujá, Diadema, Santo André, Manduri e Atibaia.

“Defendo que as investigações sejam feitas, que nenhuma dúvida reste. No entanto, é importante que todas as ações aconteçam sem abusos”, disse Edinho Silva.

Edição: Lana Cristina
Fonte: Agência Brasil

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