Arquivo Público digitaliza 900 fotografias em parceria com o MIS

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A digitalização está sendo realizada pelos Núcleo de Microfilmagem e de Acervo Iconográfico do APESP - Foto: Reprodução Informativo

Novecentas fotografias do acervo Júlio Prestes, doadas na década de 80 ao MIS – Museu da Imagem e do Som de São Paulo, estão sendo digitalizadas pelo Arquivo Público do Estado de São Paulo. Parte delas poderão ser vistas na exposição “Júlio Prestes, o último presidente da República Velha: arquivo privado de um homem público”, que será inaugurada nesta terça-feira (5) na sede do APESP.

Para esse trabalho digital, foram doados temporariamente aos Núcleos de Microfilmagem e de Acervo Iconográfico trinta álbuns que reúnem fotografias históricas produzidas entre os anos de 1916 e 1943 e que registram atividades políticas e profissionais de Júlio Prestes de Albuquerque.

Desse material, 13 álbuns foram selecionados pelos organizadores da mostra e terão suas fotografias expostas ao público, nos painéis e totens que compõem a exposição.

Segundo os técnicos Márcia Beatriz Aragão e Marcelo Chaves, da equipe organizadora da exposição, o trabalho integra o projeto de levantamento, organização, tratamento e difusão do fundo privado Júlio Prestes de Albuquerque, realizado pelo Departamento de Preservação e Difusão do Acervo (DPDA) do Arquivo Público.

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Exposição no Arquivo Público retrata a vida do político Júlio Prestes
01/04/2016

O Arquivo Público do Estado de São Paulo lança no dia 5 de abril, a exposição “Júlio Prestes, o último presidente da República Velha: arquivo privado de um homem público”. A programação do evento inclui um seminário de abertura que ocorre no auditório da instituição, a partir das 9h30.

aejpAbrindo o seu calendário de exposições, o Arquivo Público do Estado traz aos visitantes a oportunidade de conhecer a diversidade de acervo privado de Júlio Prestes de Albuquerque – uma das maiores figuras políticas da República Velha.

Além de documentos oficiais, a mostra apresenta fotografias e objetos de recordações como medalhas religiosas, mechas de cabelo, cadernos de estudo de latim, santinhos, pedidos encaminhados a ele pela população, discursos, poemas escritos pelo político, e até um manifesto que versava sobre a importância do voto feminino.

O Fundo Júlio Prestes foi doado ao APESP por familiares do políticos, em 1981. Neste acervo pode-se encontrar documentos referentes à atuação política e a vida particular de Júlio Prestes, e também sobre o cotidiano da administração pública de São Paulo entre os anos de 1916 e 1943.

A programação do Seminário (para ver a programação, clique aqui) é composta por palestras que ocorrem durante todo o dia: historiadores, arquivistas e especialistas da área de preservação apresentam estudos e suas experiências obtidas no trabalho de pesquisa e preservação de arquivos privados.

Outra novidade do evento é que os visitantes podem baixar em seu smartphone o catálogo com os textos dos painéis e verbetes dos documentos, utilizando os QR Codes – códigos de barras em 2D – impressos nos painéis da mostra. Vale lembrar que para realizar a leitura do QR Code, é necessário ter um aparelho celular com câmera fotográfica e um aplicativo que leia o código.

A exposição “Júlio Prestes, o último presidente da República Velha: arquivo privado de um homem público” fica em cartaz até o dia 17 de junho, no pátio do edifício principal do Arquivo Público do Estado de São Paulo. A visitação é de segunda a sexta, das 9 às 17h. Entrada Gratuita.

Sobre Júlio Prestes

Júlio Prestes iniciou sua carreira política em 1909, como deputado estadual em São Paulo. Assumiu o governo do Estado de São Paulo em 1927 e, indicado por Washington Luís, candidatou-se e venceu as eleições à presidência da República em 1930. No entanto, não assumiu o cargo – foi o único presidente eleito pelo voto popular a ser impedido de tomar posse, devido à Revolução de 30, que levou Getúlio Vargas ao poder. Exilado na Europa, Júlio Prestes regressou ao Brasil em 1934, com a reconstitucionalização do país. Voltou à cena política somente em 1945, sendo o fundador da União Democrática Nacional (UDN) e membro da comissão diretora desse partido. Morreu em São Paulo, em 1946, aos 63 anos.

Endereço: Rua Voluntários da Pátria, 596, Santana, São Paulo – SP
(Ao lado da estação PORTUGUESA-TIETÊ do Metrô) – CEP: 02010-000
Tel: (11) 2089-8100

Do Portal do Governo do Estado e do Arquivo Público do Estado (Assessoria de Imprensa)

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